Entrevista com Renata Morales Costa
Renata foi uma das alunas do 4º ano de Jornalismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, que trabalhou em um projeto de pesquisa sobre inclusão social, abordando os programas de inclusão do Unasp Campus São Paulo.
Porque escolheram este tema?
Renata - O tema Educação e Inclusão Social foi eleito no 7º semestre do curso, período em devemos escolher um tema e partir de então, aprimorar o assunto e trabalhar cientificamente em forma de pesquisa.
Qual foi o aprendizado, a lição que tiraram deste trabalho?
Renata - A partir do momento que pegamos a caneta e o papel para escrevermos, e também, após irmos a lugares muito longe onde nem sabíamos que existia, conversar com pessoas que não eram de nossa realidade; o contato com crianças deficientes, adolescentes infratores na Fundação Casa (antiga Febem), os idosos que não sabiam ler e nem escrever, sabíamos da existencia deles, mas não sabíamos que existia na nossa frente; os velhinhos da Unasp foi uma experiência formidável, como a dona Inês falou “ao invés de esperar a morte, é melhor aprender alguma coisa para sentir mais útil.” Com isso a gente cresceu. Diminuiu nosso preconceito, não que temos, mas aquilo que trazemos na bagagem que a sociedade coloca na gente.
Como foi o processo para fazer o TCC?
Renata - O nosso caminho até aqui foi extremamente difícil porque a gente lidou com crianças com deficiencias físicas, mentais e crianças muito pobrezinho. Coisas que a gente achava que não ia servir para nada, ainda mais a autorização para divulgar imagens delas. Era impossível obter essa autorização! Muitas vezes, os pais eram analfabetos, o que não facilitava o trabalho com essas crianças. Foi difícil, mas a partir do momento que ligamos a câmera, tudo fluiu muito bem.
Na Fundação Casa, nós sempre estávamos acompanhado de 3 ou 4 pessoas, conhecemos todas as dependências dessa instituição. Fomos inclusive ao setor de grau-1, onde ficam os mais perigosos, deu muito medo de entrar nesse ambiente.
O contato com os velhinhos analfabetos foi marcante. Para eles, aprender a ler e escrever é a única saída, para ver o mundo de frente, pois todos eles vivem na periferia de São Paulo. Nós crescemos muito com esse trabalho, Não abriria mão de nada, de tudo que passei nesse período. Conversar com os velhinhos foi muito legal
Como chegou a conhecer a UNASP?
Renata - A Ana Claudia procurou na internet Projetos de Inclusão, ela encontrou os Projetos do Unasp e em seguida chegou ao nome do professor Roberto Sussumu Wataya. O profº Sussumu foi muito solícito e nos recebeu muito bem, conhecemos o campus e todos os seus projetos.
Achamos muito bacana o Unasp como instituição ter como missão: “Educar e Servir”, e isso é percebido na prática por meio dos projetos do profº Sussumu (Inclusão Digital dos Deficientes Visuais, Surdos, Idosos e Capacitação de Jovens e Adultos em Informática). É um outro olhar e é muito bacana trabalhar por este tipo de inclusão.

Olá…
acabei de ler ao blog e estou passando aqui para avisar que o nosso TCC ficou com a nota DEZ!
Obrigada mais uma vez por ter aberto as portas da Universidade para que nosso trabalho fosse realizado!
Tomara que este projeto seja permanente para servir de insentivo não só à Dona Inês, como também para milhares de pessoas que esperam por alguma opotunidade e estímulo!
MAis uma vez agradeço!
Abraços
Renata Morales Costa
Jornalista nota “DEZ” e que escreve “inSentivo”… o que é isso? Novo inseticida?