Parabéns Unasp pelos 10 anos!
Hoje é um dia especial, estamos completando 10 anos! Parabéns UNASP! A dez anos construindo o futuro e realizando sonhos.
Hoje é um dia especial, estamos completando 10 anos! Parabéns UNASP! A dez anos construindo o futuro e realizando sonhos.
Rosemeire Braga
O atual pianista do Coro de Câmara do Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP) campus SP, Richard Octaviano Kogima de18 anos, foi aprovado em primeiro lugar, em 2009, no vestibular de música na USP e Unicamp, sem realizar curso pré-vestibular. Além disso, foi aceito em mais duas renomadas universidades de música americanas.
A história
No dia 31 de janeiro de 1902, nascia na Alemanha Richard Roman Ostermayer, filho do austríaco Richard Ostermayer. A tradição familiar era que todo primogênito Ostermayer se chamasse Richard.
Boatos a respeito do início de uma II Guerra Mundial levaram Richard Roman a imigrar para o Brasil, onde nasceu sua filha Helgard. Além da tradição do nome cultivada pela família, existia outra inseparável: a de tocar piano.
Em sua juventude, Helgard conheceu Sergio Octaviano, que veio a se tornar seu esposo. Desta união nasceu Elisabeth Octaviano. E como mandava a tradição, Elisabeth também tocava piano. Casou-se com Toyoji Kogima Júnior e dele recebeu como presente um excelente piano que muito desejava.
Em março de 1990 Elisabeth engravidou. Antes mesmo do bebê nascer ela já ensinava a em seu ventre a tradição familiar: música. Ela ouvia e tocava música erudita ao piano, especialmente Bach.
No dia 23 de novembro de 1990, na cidade de São Paulo, nasceu um menino que, mantendo a tradição, recebeu o nome de Richard, Richard Octaviano Kogima.
O apreço pela música, desta criança progrediu dia após dia. Mesmo sem saber falar, ele apreciava ouvir canções e música instrumental. E isso se tornou uma intensa paixão.
O início
Em 1996, quando tinha seis anos, demonstrou interesse pelo piano e recebeu as primeiras orientações da avó Helgard Ostermayer Octaviano. No mesmo ano, iniciou seus estudos em música na Academia Adventista de Artes (Acarte), em São Paulo.
Quando tinha nove anos começou a estudar violino através do método Suzuki e posteriormente, com Jean Reis.
Do ano de 1998 até 2002, integrou o grupo musical infantil “Turminha Ká entre nós”, com o qual gravou CDs e realizou apresentações pelo Brasil, Estados Unidos, Inglaterra, Grécia e Turquia.
O biólogo Renan Araújo de 22 anos lembra com felicidade o período em que cantou no “Ká entre nós” com Kogima. “O Richard sempre teve muita facilidade para desenvolver as habilidades musicais e isso já era notável quanto cantávamos, ainda crianças ,no grupo. Já o vi se apresentar várias vezes e sei que além de talento, ele estuda e se dedica bastante. Sua ida para o exterior só vai expandir seus horizontes. Ele é uma pessoa com futuro promissor e merece todo o apoio do mundo”, afirma.
Primeiras conquistas
O ano de 2001 foi um marco na vida de Richard. Pela primeira vez ele participou do II Festival “Música nas Montanhas”, em Poços de Caldas- MG, como violinista da Orquestra Barroca e Orquestra Sinfônica do Festival. No mesmo ano participou do 1º Concurso de Piano da Acarte e conquistou a primeira colocação.
A Diretora da Acarte, Cleide Borba lembra com satisfação do evento e o profissionalismo na atuação de Kogima. “Tínhamos uma banca com pedagogos musicais e a concertista de carreira internacional, Maria Carrasqueira. A banca ficou impressionada com a excelência na atuação dele, pois ele valoriza muito o contraste nos planos sonoros e sua interpretação é muito rica”, diz.
“Essa premiação foi muito gratificante, no entanto, o prazer de ganhar um concurso nunca supera o prazer de tocar. Tocar é o ato mais generoso que existe”, declara Kogima.
Em 2002 passou a estudar piano com Ruth Costa e depois prosseguiu os estudos com a pianista de carreira internacional, Maria José Carrasqueira, sob cuja orientação permanece.
Participações em eventos
Desde então Kogima já participou de diversos festivais concursos e recitais nacionais e internacionais, dos quais detacam-se:
2002- X Kinder Musikfest, Schwerin, Alemanha
2004- Usedomer Musikfest, Alemanha – recital de compositors brasileiros
2006- Festival Internacional de Inverno de Campos de Jordão
2007- Brazilian Concert de Hisdale SDA Church- EUA
2007- Recital de 15 anos da Piano-Haus Kunze, Schwerin, Alemanha
2007- Recital Solo no Museu Brasileiro de Escultura
2008- Chautauqua Institution Music Festival- EUA
Atualmente exerce no Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp) a função de pianista do Coro de Câmara do Unasp, Pianista do Coro Masculino e maestro assistente do Coral Carlos Gomes.
Peculiaridades pessoais
A música é essencial para Richard e faz parte de sua vida. “É a melhor forma de expressar o que não podemos falar. Por isso amo tocar para as pessoas e também expressar louvor a Deus”, comenta ele.
Segundo a pianista Maria José Carrasqueira, com quem Richard estuda há sete anos, ele sempre foi um aluno aplicado, apaixonado e dedicado pela literatura musical. “Richard sempre desempenhou com excelência cada meta proposta”, diz ela.
Acontece nos EUA um festival diferenciado chamado Chautauqua Institution Music Festival. Neste festival o aluno é exposto a um ambiente pré-profissionalizante e provas são realizadas e a capacidade e realização de cada um é colocado em evidência.
Para participar deste evento há uma seleção, feita pela diretoria acadêmica do festival, a qual leva em conta todas as características do aluno: personalidade, equilíbrio emocional, desenvolvimento intelectual e principalmente artístico. “A experiência que se adquire neste festival é enorme. Nestes três últimos anos, Richard foi o único aluno que encaminhei para a seleção”, afirma Carrasqueira.
Em 2009 não foi diferente, após indicação para o evento, Richard está inscrito novamente no Chautauqua Institution Music Festival- EUA e no dia 27 de Junho vai aos EUA participar do evento.
Senso Comum
Todos os que conhecem Richard destacam nele características que quase se tornam senso comum. São elas:
-Dedicação, humildade, honestidade, fidelidade a Deus, amabilidade, comprometimento, profissionalismo e excelência.
Sua mãe já o assistiu em quase todas as apresentações individuais que realizou em corais e orquestras. “Ele é um menino a quem Deus concedeu diversos dons, sendo a música o mais sublime. Quando penso em música não tem como não pensar em Richard. Richard é igual à música, e música é Richard”, diz emocionada.
A empresária e pianista Ilma Ponte acompanha a carreira de Richard há 10 anos e concorda com sua mãe. “Quando ele toca ele mexe com minha emoção. Ele tem sensibilidade e musicalidade excepcional fora de série. Sem contar que é muito religioso e criativo”, destaca ela.
Uma de suas professoras de piano, Ruth Costa, lembra com carinho o desempenho de seu ex-aluno e a relevância que a ACARTE e o Colégio Unasp teve em seu desempenho profissional e pessoal. “Considero o Richard fruto de muitos fatores e circunstancias como alta inteligência musical, coragem e enfrentamento, base sólida no lar e uma completa formação educativa em uma escola que valoriza a música e lhe ofereceu encorajamento sem limites”, ressalta.
O pianista Jean Louis Steuerman, conhecido como excelente solista e camerista de fama mundial conhece o trabalho desenvolvido por Kogima. “Tenho certeza de que esse jovem artista se trata de um talento excepcional”, diz.
Para os que não conhecem esse músico a Profª Carrasqueira faz um apelo:
“Vale a pena conhecer esse jovem. Ele é um exemplo de que talento e trabalho quando caminham juntos, trazem realizações, e tenho certeza que ele estará entre os grandes pianistas de sua geração”, conclui
Recentes Conquistas
Desde 2008 Kogima compõe o quadro de funcionários da ACARTE. A Diretora Cleide Borba diz ser ele uma referência para os demais alunos. “Pra nós é um motivo de orgulho ter o Richard como um aluno que iniciou aqui e hoje é um dos professores mais novos que integra o quadro de funcionários da Acarte. Sua carreira é e será sem dúvida fantástica, aqui e fora do país também”, conclui.
Neste ano, Richard passou em primeiro lugar nos vestibulares de música da Universidade de São Paulo (USP) e na Universidade de Campinas (Unicamp).
Seu sonho sempre foi cursar uma faculdade americana, e desde 2008 quando participou do Chautauqua Institution Music Festival- EUA, devido ao conhecimento de alunos e professores da Eastman School Of Music, decidiu se empenhar em ingressar nela.
Neste ano realizou audições para quatro universidades americanas. E não é espantoso saber que, duas das universidades o aceitaram. Foram elas: New England Conservatory e Eastman School Of Music.
Desafios
O curso de música na Eastman é de quatro anos e o valor anual é de 54 mil dólares. Por méritos na audição, Richard, tem um desconto de 18 mil dólares anuais, se ingressar na universidade este no. No entanto, ainda lhe faltam 36 mil dólares por ano para realizar seu sonho.
Seus pais sempre o apoiaram em todos os momentos, e não é diferente neste. No entanto não possuem condições financeiras de custear a universidade para ele. “A Eastman possui excelência no ensino especialmente para os pianistas e, mesmo tendo recebido uma bolsa significativa dela, nossa família não dispõe de recursos para custear o que falta”, afirma sua mãe.
O pianista Jean Louis Steuerman diz que “muitas vezes talento desse calibre é desperdiçado por circunstâncias externas. Tudo que for possível fazer para que o Richard curse esta universidade deve ser feito, pois, ele nos recompensará com grandes alegrias musicais”, apela
O jovem reconhece que não vai ser fácil alcançar seu objetivo, mas tem propósito e se mantém firme. “Eu poderia ter sonhado apenas em me tornar um ótimo pianista a nível brasileiro, mas temos que sempre expandir nossos horizontes. Não é fácil, mas quanto mais você sonhar mais vai se apaixonar por aquilo que deseja realizar e, apesar das dificuldades, o resultado final será doce. Não podemos nos contentar com pouco”, conclui.
Richard precisa confirmar sua ida para a Eastman até 27 de Junho de 2009. Os que desejam contribuir para essa realização devem ligar para os telefones (11)21286169 ou (11)58165834 ou enviar um email com contato para atendimento@unasp.edu.br ou rosemeire.braga@unasp.edu.br
Rosemeire Braga
No dia 16 de Maio, o Unasp SP comemorou 94 anos e também os 40 anos da Faculdade de Enfermagem. Cerca de sete mil pessoas estiveram presentes nos dois cultos do evento.
O maestro Felipe do Valle compôs uma música especial para o evento intitulada Exaltarei Teu Nome. As orquestras e os corais do campus formaram um grande coro de 470 pessoas, o maior já reunido no campus.
“Ver todos cantarem envolvidos no mesmo sentimento de louvor a Deus com que fiz a música, foi gratificante e o resultado final ficou melhor do que o previsto”, destaca Valle.
A mensagem do culto
O orador do programa foi o Dr. Belizário Marques. A mensagem que apresentou teve como tema Amor, Sabedoria e Espiritualidade. O objetivo da mensagem foi levar os ouvintes a crescerem em espiritualidade, otimismo, ter vida em abundância e com sabedoria e entusiasmo ter saúde para viver feliz. “Busque a espiritualidade, sabedoria e amor e você será um vencedor”, afirmou Marques.
Unasp SP: 94 anos!
Diversas autoridades da Igreja Adventista estiveram presentes no evento. Entre eles o pastor geral para a Igreja Adventista na região central do Brasil, Pr. Domingos José de Souza. Segundo ele “a escola nunca fica velha. É uma renovação constante do saber e das pessoas. Deus seja louvado porque esta escola se transforma e se renova a cada ano”, destaca.
Muitos dos presentes realizaram sua formação acadêmica no Unasp, como é o caso do pastor responsável pela Igreja Adventista na região Sul de São Paulo, Pr. Ronaldo de Oliveira. “Hoje é como se meu pai estivesse fazendo aniversário, alguém que me instruiu e modificou a minha vida. Assim é o Unasp, esta instituição me ajudou a ser quem sou hoje”, frisa.
Embora com 94 anos, o Unasp não perdeu os valores pelo qual foi instituído no meio acadêmico. De acordo com o Reitor do Unasp Euler Pereira Bahia, a universidade não “Com o crescimento o mercado gera grande pressão. Mas isso não descaracterizou nossa missão de educar e servir. E queremos fazer isso cada vez melhor”, enfatiza.
Faculdade de Enfermagem: 40 anos
Muitos profissionais que fazem parte da história da Faculdade de Enfermagem (FAE) do Unasp SP, estiveram presentes no culto pela manhã. A Prof. Elisabete Duarte foi uma delas. Ela lecionou para a primeira turma do curso no ano de 1969.
Atualmente ela reside em Los Angeles onde continua a lecionar . “É uma grande emoção e agradeço a Deus por conseguir ver essa graça.. O Unasp faz mais que apenas educar. Aqui se aprendem princípios que te auxiliam na profissão e na vida”, ressalta.
O Reitor do Unasp, Prof. Euler Bahia, concorda com o ponto de vista da professora e destaca que uma das razões de tal diferencial é a proposta pedagógica oferecida pela instituição. “Nosso curso não é um curso apenas para oferecer diploma como muitos que apenas se preocupam em oferecer um ensino massificado. Nosso objetivo é que o aluno tenha o melhor e saia com um diferencial atualizado no que diz respeito à teoria e prática”, reforça.
Musical e Plenária
No período da tarde, ás 16h do dia o grupo Prisma Brasil realizou um musical. Em seguida, foi realizada uma plenária com diversos profissionais da área da saúde e o assunto discutido foi “O Profissional de Saúde e a Guarda do Sábado”. Cerca de 2 mil pessoas assistiram ao programa.
Para o aluno do 3 º ano de música do Unasp Engenheiro Coelho, Marcos Piazzi,o programa foi muito bem estruturado.”O assunto discutido da plenária foi muito interessante e tratado de uma forma bem dinâmica”, comenta.
O coordenador da Faculdade de Enfermagem, Oswalcir Azevedo, destacou a dinâmica d discussão do assunto. “O pessoal ficou até o último momento da plenária. O tema foi bem exposto e acredito que há carência de informação neste assunto e por isso a importância de sua abordagem”, diz Azevedo.
Inauguração do Museu e coquetel para ex-alunos da FAE
Ás 18h, dois eventos aconteceram simultaneamente: no saguão do Edifício Universitário foi realizado um coquetel para os ex-alunos da FAE e cerca de 150 pessoas participaram.
Enquanto isso, no Edifício da Pós-Graduação foi inaugurado o Museu de Ciências Naturais Orlando Rubem Ritter.O museu recebe o nome do Prof. Rubem Ritter, devido à contribuição que prestou e ainda presta à Igreja Adventista no que diz respeito ao criacionismo.
O pastor Geral para a Igreja Adventista na região central do Brasil, Pr. Domingos José de Souza, esteve presente na inauguração e apreciou o resultado final da criação. “O objetivo deste museu é ajudar na defesa da visão teísta do criacionismo e destacar a complexidade e o modelo de vida na terra”, frisa. “Estamos na contramão do mundo e precisamos valorizar um espaço deste nível”, afirma o homenageado, Prof. Orlando Rubem Ritter.
Considerações Gerais sobre o Museu
A oração de dedicação do museu foi feita pelo Diretor Geral da Casa Publicadora Brasileira, Pr. José Carlos de Lima. “Fiquei feliz pela iniciativa do Unasp SP porque é uma demonstração do que cremos e pregamos e muitos vão se impressionar com o que está exposto aqui”, destaca ele.
A Coordenadora da Faculdade de Ciências Biológicas do Unasp, Márcia Oliveira de Paula foi uma das idealizadoras do projeto desenvolvido. “Estou muito feliz e grata a Deus e a todos que tornaram possível a realização deste sonho. Espero que muitas crianças e adolescentes visitem este local”, comenta.
O Unasp SP é a primeira instituição adventista no Brasil a organizar um espaço assim. O Diretor Geral do Unasp SP, Pr. Hélio Carnassale, acredita que o museu vai atrair muitas pessoas para visitação. “Ele se tornará um símbolo de nossa instituição, e ao atrair as pessoas para cá, elas conhecerão mais a fundo nossos princípios e valores sempre focados em educar e servir”, afirma.

Em 1997 o Brasil passou por um processo de transição na área educacional e durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, foi aprovada a criação de centros universitários no país. A partir desta resolução, nasceu o sonho de incorporar a educação de ensino superior adventista na configuração de Centro Universitário. Com a fusão de dois campi, um em
São Paulo e outro em Engenheiro Coelho, os cursos de Educação Artística, Letras, Ciência da Computação, Administração,
Matemática, Educação Física, Nutrição, Biologia, Engenharia Civil, Comunicação Social, Direito, Contabilidade, deram corpo ao projeto de Centro Universitário Adventista, nível alcançado no dia 9 de setembro de 1999. O mais recente fortalecimento
ao UNASP foi a união com o tradicional Instituto Adventista São Paulo (IASP), em Hortolândia. O recorde de matrículas, inauguração de prédios residenciais e acadêmicos, reforços no corpo docente, preenchem a lista do Unasp que vai comemorar 10 anos como Centro Universitário no dia 9 de setembro de 2009. É uma data especial para todos os que acreditaram no ensino superior da Educação Adventista e hoje já colhem frutos por toda dedicação e empenho creditados ao Unasp.
Sua experiência vale o sucesso de outros. UNASPENSE, conheça o site do Ex-aluno do Unasp e Encontre e Reencontre Amigos!
Não é de hoje que discussões sobre a origem das espécies permeiam pesquisas e debates acadêmicos e científicos. Para fomentar os debates sobre o tema, Nahor Neves de Souza Jr. e Mário César Cardoso de Pinna, geólogo e zoólogo, respectivamente, participaram ontem, 24, do programa Entre Aspas, da Globo News, canal de TV por assinatura. O programa foi ao ar em comemoração ao ano do bicentenário de nascimento de Charles Darwin, pai do evolucionismo.

O geólogo Nahor Neves, professor do Unasp, argumentou que o evolucionismo está baseado em pressupostos filosóficos, e não apenas em experimentos
O geólogo Nahor Neves, professor do Unasp, argumentou que o evolucionismo está baseado em pressupostos filosóficos, e não apenas em experimentos
Para começar, a jornalista Mônica Waldvogel, mediadora da conversa, quis saber em que aspectos as teorias em questão possuem equívocos. Para Neves, a falha do evolucionismo está em utilizar os conhecimentos adquiridos recentemente para tentar explicar o surgimento da vida. Para ele, “não se pode comprovar o que ocorreu no passado”. Neves acredita que isso ocorre devido ao fato de a maioria dos evolucionistas assumirem como pressuposto o naturalismo filosófico, ou seja, a crença de que tudo pode ser explicado pelo mundo natural.
Para Pinna, a trajetória do conhecimento humano é justamente de reduzir a dependência de explicações sobrenaturais, “empurrar o sobrenatural pra longe”. A evolução seria apenas o ponto mais adiantado desse processo. Pinna reafirmou que não há relações sobrenaturais na origem das espécies, o que faz da evolução um processo totalmente natural e verdadeiro, já que a ciência não se volta às explicações não naturais em suas pesquisas.
Debates no campo da ciência e da religião, porém, geralmente se chocam quando o assunto em questão é o valor histórico e científico, existente ou não, da Bíblia. Pinna crê que não há valor científico algum na Bíblia, como Nahor, mas que é somente uma alegoria, o que leva ao erro de fazer com que “lendas de povos de milhares de anos atrás sejam interpretadas de maneira científica ou literal”.
O zoólogo Mário Pinna, professor do Museu de Zoologia da USP, defendeu a evolução como sendo consequência do aumento de conhecimento do homem
O zoólogo Mário Pinna, professor do Museu de Zoologia da USP, defendeu a evolução como sendo consequência do aumento de conhecimento do homem
Neves crê, por sua vez, que mesmo que o livro não possua valor científico, “existem evidências inequívocas de que os textos históricos da Bíblia têm sido cada vez mais confirmados pela arqueologia”.
Outro aspecto discutido no programa foi a ideia de Darwin de que a evolução das espécies poderia ser explicada por meio de uma árvore, em que o tronco representa o ser vivo que originou todos os demais (os galhos). Neves questionou essa explicação ao dizer que faltam registros dos animais intermediários, ou seja, aquelas espécies que teriam dado origem às atuais. Por sua vez, Pinna disse que nos últimos 15 anos muitas descobertas foram feitas e não se pode descartar o modelo de Darwin.
Foi a segunda vez que os dois pesquisadores discutiram o tema na TV. Anteriormente, eles estiveram juntos no programa Diálogos Impertinentes, da emissora STV. Nahor Neves é doutor em Geologia pela USP e diretor do Geoscience Research Institute, sigla em inglês para Instituto de Pesquisas em Geociências do Unasp. Mário Pinna é doutor em Zoologia e professor titular do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP).
O debate pode ser assistido na íntegra em três links.

O Colégio Unasp oferece a partir de 10 de março três cursos técnicos. Os cursos são destinados a alunos de ensino médio, superior e a pessoas que procuram qualificação profissional.
Os estúdios de rádio do Unasp serão compartilhados com o curso técnico de Rádio e TV. Foto: Anita Leite
O curso de Rádio e TV pretende ser um pouco diferente das opções encontradas no mercado. Normalmente esse tipo de curso foca apenas um segmento. Já o curso do Unasp dará uma noção geral ao aluno. O curso proporcionará técnicas de edição em rádio, gravação de TV, apresentação, roteirização e locução, ou seja, etapas que são importantes para a produção de conteúdo de rádio e televisão, como conta o professor Wagner Cantori, coordenador do curso.
Por ser de uma área próxima ao curso superior de Comunicação Social, já oferecido no Unasp, alguns professores da faculdade também darão aulas no curso técnico. Cantori ressalta a importância do curso de Rádio e TV para alunos que já fazem Comunicação Social, pois estariam aprimorando ainda mais seus conhecimentos, colocando em prática o que aprenderam na faculdade. “Um diferencial deste curso é a infraestrutura, pois temos uma emissora educativa, a Unasp FM, dentro do campus”, explica Cantori.
Uma das alunas matriculadas, Kelanie Aragão da Silva, de 15 anos é estudante do 1° ano do ensino médio. Ela diz que sempre foi apaixonada por tecnologia e técnicas de edição de vídeo, que inclusive aprendeu sozinha. “Vibrei quando fiquei sabendo do curso. Acho que vai me ajudar bastante a me profissionalizar em produção de vídeo, até porque quero ser cineasta”, relata Kelanie.
O curso técnico de Edificações é uma qualificação que já está há muito tempo no mercado, mas antes era chamado de Construção Civil. A qualificação é voltada para a área da construção, na preparação de projetos, acompanhamento de obras e concede autonomia para que o profissional seja responsável técnico por obras com até 70 metros quadrados.
O professor do curso de Engenharia Civil do campus Jean Cleudes Gagliardo é o coordenador desse curso. Ele acredita que esta é uma ótima opção para o estudante que ainda não decidiu sua profissão. Ele diz isso por experiência própria. Foi o fato de estudar esse curso técnico que o estimulou a se graduar em Engenharia. Ele acredita ser essa a melhor forma de se preparar para a graduação.
O curso de Informática para Internet tem como objetivo desenvolver programas de computador para a web e capacitar os alunos a implantar sistemas básicos de internet. Utiliza ferramentas de desenvolvimento de sistemas para construir soluções que auxiliam o processo de criação e aplicativos empregados no comércio e marketing eletrônico. Desenvolve e realiza a manutenção de sítios e portais na internet e intranet.

Adriano foi beneficiado por ter feito curso técnico. Hoje é mestre e doutorando em Educação.
“Os alunos saem do ensino médio sem perspectiva nenhuma e isso acaba gerando um problema que nós jogamos para a sociedade”, diz Adriano Coelho, coordenador-geral dos cursos técnicos e diretor do Colégio Unasp. Ele acredita na importância do curso para sanar um problema social, direcionando jovens para o mercado de trabalho.
Adriano conta que é no curso técnico que o aluno descobre se é ou não aquela a profissão desejada. Por ter uma duração menor, diferente da faculdade, essa qualificação atende melhor a jovens em processo de escolha da profissão.
O curso é importante também na vida de alunos que não têm recursos financeiros para custear uma faculdade. A profissionalização técnica seria uma forma de conseguir um emprego e, então, obter esses recursos. Para Adriano, o curso técnico se torna, assim, um degrau inicial, que dá uma oportunidade maior no mercado de trabalho.
Sua justificativa está baseada também na experiência pessoal. Ele cursou o técnico em Contabilidade, o que lhe deu condições de se graduar em uma faculdade, concluir três especializações, um mestrado e atualmente cursar o doutorado. Embora seja dono de um currículo extenso, Adriano reconhece: “Tudo começou com o curso técnico”.
Kelly Oliveira e Lóren Vidal
Passar no vestibular é motivo de alegria e comemoração para muitos, mas nem tudo está garantido. Elemento fundamental para iniciar o curso desejado é a efetivação da matrícula. No caso do Unasp, o prazo para efetuá-las está prestes a ser encerrado. A data-limite é a próxima sexta-feira, 6 de março.
Para os alunos novos que ainda desejam matricular-se, é preciso ter em mãos certidão de nascimento, RG, CPF, histórico do ensino médio e certificado de conclusão de curso, comprovante de residência e uma cópia do CPF do responsável financeiro (caso não seja o próprio aluno). Já para os veteranos, estar com a documentação em dia e contrato assinado é o suficiente para iniciar as aulas.
De acordo com Marceli Monteiro, secretária de registros do Unasp, o número de matrículas registradas em 2009 foi praticamente o mesmo do ano passado. Ela conta que o menor número de ingressantes deste ano foi para o curso de Tradutor e Intérprete. Em contrapartida, a procura pela habilitação de Engenharia Civil superou as expectativas do centro universitário, tendo todas as vagas do primeiro semestre preenchidas.
Como testemunha, o aluno Hudson Pinheiro relata sua frustração por não ter entrado no curso. “Eu passei no vestibular para Engenharia Civil, mas vou cursar Administração porque, quando fui me matricular, todas as vagas já tinham sido completadas”, reclama. A direção do curso analisa a possibilidade de uma turma especial a fim de suprir a demanda. Para Marceli, o fator que explica essa procura é a falta de profissionais da área para atender as necessidades do mercado.
Jaqueline Herodek

O contato com diferentes idiomas ajuda no desenvolvimento profissional. Foto: Anita Leite
O domínio de línguas estrangeiras se torna cada vez mais importante na formação profissional do universitário. O Unasp promove atualmente o estudo de cinco idiomas: inglês, espanhol, francês, italiano e alemão.
Uma das formas de contato com outras línguas no Unasp são os estudos bíblicos dirigidos. Todos os sábados pela manhã grupos de professores e alunos se reúnem para estudar a Bíblia e algumas classes dirigem e discutem os assuntos nesses idiomas.
A primeira classe em língua estrangeira começou há cinco anos, em inglês. Segundo o professor de psicologia Osmar Reis Júnior, organizador do grupo de estudo em inglês, o principal público é composto de pessoas que têm um bom nível de proficiência na língua e têm interesse em participar das discussões, mas também há aqueles que participam apenas para ter contato com a língua esporadicamente.
Reis destaca que o estudo da língua em uma situação cotidiana é importante. “Uma coisa que favorece bastante em uma classe de estudos é poder continuar praticando a língua em um nível muito ativo, enriquecendo sempre o vocabulário e a pronúncia”, explica.
Instituto de Línguas
Existe também o Instituto de Línguas do Unasp que oferece cursos desses cinco idiomas. A maioria dos professores é nativa da língua que leciona ou possui experiência no exterior.
O aprendizado do idioma é focado nas necessidades do aluno. O interessado em participar dos cursos realiza um teste de nivelamento, uma avaliação que abrange as áreas de proficiência da língua. Após o teste, o aluno é encaminhado automaticamente a uma sala com colegas que têm conhecimento semelhante da língua.
Para o professor Cleberson Neri, do Instituto de Línguas, “o inglês é o fundamental, você tem que saber. [Dominar] Outra língua é ainda melhor. Hoje em dia as empresas prezam por funcionários que falem mais de uma língua. Quanto mais línguas melhor”.
A aluna Michele Oliveira, do curso de Tradutor e Intérprete, ressalta a importância do domínio não apenas do inglês, mas de idiomas como o espanhol, que prevalece na América Latina, e o francês, que é falado em boa parte da Europa.
Sâmela Carvalho
A igreja do Unasp tem em 2009 um novo pastor. Em 11 de dezembro 2008 a sede da Igreja Adventista do Sétimo Dia (Iasd) em Campinas elegeu o pastor Ari Celso Cidral para o cargo. Ele assume o lugar do pastor Emilson dos Reis, que foi convidado para dirigir a Faculdade Adventista de Teologia (FAT).

O pastor Emilson liderou a igreja durante dois anos, antes de assumir a direção da faculdade de Teologia. Foto: www.igrejaunasp.org.br
O pastor Emilson dos Reis é professor da FAT e, no final de 2008, foi indicado para assumir a direção da faculdade. Surgiu a necessidade de trazer outro pastor para seu lugar. Segundo o pastor Oliveiros Ferreira, presidente da sede em Campinas, antes da escolha do pastor Cidral foi avaliado o perfil dos últimos pastores que passaram pelo campus. A comissão percebeu que os pastores anteriores sempre tiveram algum vínculo com o curso de Teologia do campus, ou seja, eram pastores da igreja e ao mesmo tempo ministravam aulas. Para este ano, a sede optou por um pastor fora do ambiente universitário.
Emilson foi o pastor da igreja do Unasp por dois anos. Segundo ele, durante esse período a prioridade foi pregar sermões fortemente baseados na Bíblia, para que ela influenciasse de forma significativa e relevante a comunidade. “Ela é capaz de ajudar na solução de problemas relativos ao passado e ao presente e de prevenir problemas futuros, no nível individual e coletivo”, acredita.
A igreja do Unasp possui 1.933 membros, isso sem contar o número de alunos que assistem regularmente aos cultos. Na congregação há pastores aposentados, jovens adventistas e não adventistas, estudantes estrangeiros, dentre outros. Diante da diversidade de pessoas presentes, o estudante do 2° ano de Teologia, Márcio da Costa, questiona: “Como eles [os pastores] fazem para lidar com essa heterogeneidade?”.

Cidral foi um dos líderes da Iasd no sul do Paraná. Foto: www.iasdlondres.org
O pastor Emilson explica que procurou pregar, orar pelos membros e visitá-los, três elementos que considerou básicos para envolver toda a igreja. “A Palavra [Bíblia] foi dada para todos, a despeito das muitas diferenças”, relata. O pastor Cidral, seu sucessor, concorda com o comentário do novo diretor da FAT. Para ele, todos devem ter contato com a Bíblia, independentemente das diferenças. “Tanto ricos como pobres, cultos e incultos, todos precisam da palavra de Deus”, enfatiza.
O diretor-geral do Unasp, Paulo Martini, comenta que o pastor Ari deverá ter uma habilidade especial ao dirigir suas palestras para cativar toda classe de pessoas. “Trabalhar e cuidar de uma igreja como o Unasp sem dúvida nenhuma é um grande desafio”, afirma. O novo pastor atuou por seis anos no programa “A Esperança é Jesus”, da rede de televisão Novo Tempo, e foi um dos líderes da Iasd no sul do Paraná.
O pastor Ferreira, presidente da sede em Campinas, revela que nas reuniões administrativas da Iasd é avaliado o perfil de cada pastor e que igreja se encaixa nesse perfil. Ferreira lembra que a igreja do campus exige um pastor com bastante versatilidade.
Parece que a expectativa de alguns membros é essa. A enfermeira Helenice Celli de Mello, membro da igreja há um ano e meio, espera que o pastor se preocupe em realizar projetos que atendam às necessidades dos jovens.
Wal Barbosa